Cases de Sucesso

Grupo Musical – Demônios da Garoa

Banda Black Papa

Grupo Musical Baggage

Oswaldinho MPB

Escritora Uiara Melo

E muitos outros…

OSVALDINHO DA CUÍCA – O VELHO BATUQUEIRO CANTA E ENCANTA

Quem acompanhou a trajetória profissional de Osvaldinho da Cuíca, diria que ele é um sambista e compositor. Porém, ao longo de sua carreira mostrou outros talentos, então hoje confirmadíssimo, Osvaldinho da Cuíca, será lembrado eternamente também, como um, ritmista, passista, cantor, compositor e produtor.

Durante várias gerações, representou a arte do samba, o popular gênero musical com toda a competência, integridade e talento que se espera de um grande artista.

Ao longo de sua carreira, atuaram em programas de rádio, televisão, gravações, shows e festivais, tocando com grandes artistas brasileiros. Como: Nelson Gonçalves, Ângela Maria, Adoniran Barbosa, Geraldo Filme, Germano Mathias, Ismael Silva, Nelson Cavaquinho, Cartola, Zé Kéti, Nelson Sargento, Elton Medeiros, Clementina de Jesus, Beth Carvalho, D. Ivone Lara, Toquinho e Vinícius de Moraes, Paulinho da Viola, Martinho da Vila, João Nogueira, Zeca Pagodinho, Lecy Brandão e Eduardo Guin, entre outros.

Seu reconhecido trabalho como instrumentista e o empenho no resgate, preservação e difusão do samba, repercutiu na conquista do importante título de “Embaixador Nato do Samba Paulista”, concedido pela União das Escolas de Samba Paulistanas (UESP).

Paulistano de Bom Retiro nasceu em pleno Carnaval de 1940, ao som da bateria do Cordão Campos Elíseos.

Aos quinze anos já se fazia notar nos batuques e cordões carnavalescos da zona norte de São Paulo, participando do surgimento de várias escolas de samba. Desde então, tem estado presente nos principais momentos históricos do samba e da música popular brasileira.

Ingressou no Teatro Popular de Solano Trindade em 1959, dedicando-se à cultura afro-brasileira. No mesmo ano, junto ao grupo de Monsueto Menezes, participou da trilha sonora do filme “Orfeu Negro”, vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes e do Oscar de melhor filme estrangeiro.

Apresentou-se em diversos estados brasileiros como integrante do grupo folclórico de Luiz Carlos de Barbosa Lessa, participando do espetáculo “A Rainha de Moçambique”, encenado no Teatro Municipal de São Paulo em 1961.

Em 1962, formou um trio de passistas com Chevalier e Paula do Salgueiro, apresentando-se com sucesso em clubes e programas de televisão. Na mesma época, participou de um movimento musical iniciado na famosa boate “O Jogral” de Luiz Carlos Paraná, abrindo espaço para o samba nas casas noturnas de Moema e da Rua Santo Antônio, no Bexiga.

Integrou o conjunto “Demônios da Garoa” entre os anos de 1967 e 1999, recebendo no 8.º Prêmio Sharp de Música o troféu de melhor grupo de samba.

Em 1972, levou o ritmo das escolas de samba aos estabelecimentos de ensino, gerando grande polêmica na imprensa nacional pela inovação apresentada nos desfiles cívicos daquele ano.

Foi eleito o primeiro “Cidadão Samba de São Paulo”, em 1974, no concurso promovido pela Secretaria de Turismo da Cidade. No mesmo ano, gravou seu disco de estréia como intérprete, produzido por Marcus Pereira.

Fundou a Ala de Compositores da Escola de Samba Vai-Vai (1975), participando também da fundação de outras escolas, entre elas a Gaviões da Fiel (1974) e a Acadêmicos do Tucuruvi (1976).

Produziu os primeiros LP’s de Samba-Enredo das cidades São Paulo, Santos, Guaratinguetá e São Luís do Maranhão.

Em 1978, atuou no curta-metragem produzido por Thomas Farkas, sobre a história da cuíca. Além da representação do samba e dos instrumentos musicais afro-brasileiros, a participação deste filme em festivais internacionais contribuiu para o reconhecimento do seu trabalho como instrumentista, abrindo espaço para viagens ao exterior.

Apresentou-se no Japão com o maestro Nelson Ayres (1985), realizou turnê com a Cia. de Franco Fontana, apresentando-se na Itália, França e Principado de Mônaco (1987), tocou nos EUA ao lado de Amilson Godoy e Hermeto Paschoal (1989) e, recentemente, participou como convidado especial do Amsterdã Samba Meeting, na Holanda(1999).

Em 1984, dirigiu e apresentou o musical “O Canto dos Escravos” com participação de Clementina de Jesus e

Geraldo Filme. Acompanhado pelo sambista Geraldo Filme, seu parceiro por quarenta anos, levou ao Projeto Funarte, em 1985, uma primeira versão da História do Samba Paulista, projeto desenvolvido durante toda a sua vida.

Em 1989, participou de duas experiências sinfônicas: a montagem de “Matogrosso” de Gerald Thomas, no Teatro Municipal de São Paulo e um concerto com a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, no Memorial da América Latina.

No início da década de 90, participou de uma série de projetos de valorização do samba e da música popular brasileira.

Em 1997, intensifica suas pesquisas sobre a memória do samba paulista, participando do roteiro e filmagens de um documentário sobre o sambista Geraldo Filme.

Através de uma parceria com o CPC-UMES realizou, em 1999, a produção do CD “A História do Samba Paulista – I”, escrevendo e dirigindo o espetáculo teatro-musical de mesmo nome, apresentado no Teatro Denoy de Oliveira, em São Paulo.

 Discografia

Gravações Solo

1974
LP “Osvaldinho da Cuíca e Grupo Vai-Vai”
selo Marcus Pereira

1983
“Velhos Amigos”
compacto simples/selo Continental

1984
LP “Preto no Branco”
selo Som da Gente

1999
CD “A História do Samba Paulista I”
selo CPC UMES

Fonte pesquisa: www.samba-choro.com.br

ATOR E ESCRITOR ANSELMO VASCONCELOS

Mais que talento artístico, um ator precisa ter poder de sedução.   Capacidade de entreter e emocionar.   Um artista não precisa saber tudo.

Mas o bom artista usa tudo que sabe.

Para tanto, é preciso ser Anselmo Vasconcelos.

Perfil: Estreia profissionalmente em 1975, na histórica montagem do Grupo Opinião, O ÚLTIMO CARRO, de João das Neves.   Por este trabalho, recebeu convites para o cinema e filmou: TUDO BEM, com Arnaldo Jabor; SE SEGURA, MALANDRO, com Hugo Carvana; FIM DE FESTA, com Paulo Porto; O AMIGO DO SUPER HOMEM, com Denoy de Oliveira e ELES NÃO USAM BLACK-TIE, com Leon Hirszman.

Em seguida foi convidado por Paulo José para o elenco da série CIRANDA CIRANDINHA, da Rede Globo.

Durante sua carreira participou de mais de 30 longas-metragens.   Atuou em novelas, minisséries, especiais e humorísticas em todas as grandes emissoras de televisão.

Premiado como ator e roteirista em cinema e como diretor em teatro.  Foi eleito diretor da Escola de Teatro Martins Penna, e integra o corpo docente da Escola desde 1988.

Fundou a Casa de Ensaio, centro cultural que lançou uma nova geração de artistas no início dos anos 1990. É um dos fundadores do Centro Experimental Teatro Escola (Cete), onde trabalha em pesquisas e práticas, desde 1993.

É autor de diversos textos teatrais utilizados pelo Cete em suas encenações. Escreveu o premiado roteiro cinematográfico UM TÁXI PARA VIENA D’ÁUSTRIA, adaptação do romance de Antônio Torres.

Em 1996, foi selecionado para o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade (Iphan), em reconhecimento à sua importância para a preservação do patrimônio cultural brasileiro.

Em parceria com Marco Antônio Shiavon escreveu os roteiros: AO FIM DO LONGO INVERNO, inspirado na peça teatral homônima de Fabio Fernandes e o argumento original CARA DE CAVALO.

Idealizou uma série de telefilmes intitulada RIONOIR, em fase de elaboração, com colaboradores como: Cininha de Paula, Marco Antônio Shiavon, Alexandre Monteiro e Ricardo Porto.

Escreveu o argumento para a teleplay: ÚLTIMO PÁREO e por ele recebeu o prêmio MinC de Produção para Teleplays.  Filmou o roteiro escrito por Gilberto Loureiro e dirigido por Emiliano Ribeiro.

Com o Cete foi um dos vencedores do Concurso da Prefeitura do Rio de Janeiro – FATE com o Projeto de Montagem de RICARDO III, de William Shakespeare, protagonizado por ele.

Integra o elenco fixo do programa ZORRA TORAL, da Rede Globo, nos últimos anos…

CINEMA: SEUS FILMES

2014 – A Noite da Virada

2013 – Casa da Mãe Joana 2

2011 – O Carteiro

– Réquiem para Laura Martin

2010 – Chico Xavier

2009 – Tempos de Paz

2007 – Primo Basílio

2006 – Brasília 18%

2003 – Apolônio Brasil, Campeão da Alegria.

2001 – Condenado à Liberdade

2000 – O Dia da Caça

1997 – O Homem Nu

1996 – Quem Matou Pixote?

1995 – Filhas de Iemanjá

– Sombras de Julho

1994 – Boca

1991 – A Maldição do Sanpaku

1990 – A Rota do Brilho

1985 – Tropclip

– Urubus e Papagaios

– Chico Rei

1983 – O Segredo da Múmia

– Bar Esperança

1981 – Eles Não Usam Black-Tie

– O Torturador

1980 – Consórcio de Intrigas

– Perdoa-me Por Me Traíres

1979 – Amante Latino

– República dos Assassinos

– Terror e Êxtase

– Eu Matei Lúcio Flávio

– O Bom Burguês

1978 – O Escolhido de Iemanjá

– J.J.J., o Amigo do Super-Homem.

– Fim de Festa

– Tudo Bem

– Se Segura, Malandro!

 

LITERATURA: SEUS LIVROS

A Comédia – A Arte da Irreverência / Em parceria com Raquel Villela

A Volta ao Mundo – Uma Pista para o Futuro – O Mandala, que ilustra a capa foi magnificamente criado pelo maior representante da Arquitetura no Brasil, o incomparável Oscar Niemeyer.

 

Mia – A holandesa de pés descalços

Por Lunna Guedes: Anselmo é autor-ator e tem essa relação muito íntima com a década de sessenta, a ditadura brasileira, o teatro, o cinema e seus muitos personagens: uma verdadeira caixa cênica de emoções. Desenvolver o projeto do livro foi vislumbrar um ‘abrir de cortinas’… Um livro dividido em atos, entrecortados por falas, cenas, trechos de si mesmo.

Um trecho… Anselmo Vasconcellos em Mia

Acordo, e minha primeira visão é o amarelejo dos cabelos fartos que cobrem o rosto e a idade dela. Em suas costas um belo Mehndi de Henna — tatoo relacionada à natureza cíclica e passageira da vida. Arte efêmera indiana de propriedades medicinais.

A vontade de escrever me faz levantar e começar o dia. Sem despertá-la — cuidadosamente — saio da cama. Abro a porta de uma pequena varanda que descortina a paisagem da mata. Música de águas em corredeiras, sons de aves à distância. O cheiro de terra molhada é minha alimentação”. (…).

— Scenarium livros artesanais — 2016

https://drive.google.com/file/d/0BxIHbxzuYwnrV2VOaVE1cDBfaUx5ZEpKODBsSHNrYXlEWk9R/view?usp=sharing

 

TEATRO: SUAS PEÇAS

Anselmo Vasconcelos – Professor da Escola de Teatro Martins Pena.

Em 2015 – 50 Tons de Loucura – peça

O Teatro Municipal de Niterói abriu suas portas para o espetáculo 50 TONS DE LOUCURA, nos dias 23, 24 e 25 de outubro de 2015, sexta e sábado, às 20h, e domingo, às 19h.  Trazendo para o público, um diálogo sobre as loucuras da vida cotidiana a dois, numa divertida história de um casal que foi passar a lua de mel no Marrocos.   Os ingressos custaram R$ 60 reais.

Com texto de Antônio Dias e composições musicais de Márcio Lomiranda, a peça traz em pequenos esquetes vários “tons de maluquice” da vida de um casal.   Utilizando-se dos diálogos e das músicas, para frisar a graça e o absurdo de vidas escravizadas, na busca por um modo ideal de se viver bem.   No palco, os atores Laura Proença e Anselmo Vasconcelos brincam com o que surge no mundo e que, na visão deles, enlouquece as pessoas.

Brincam com o fato de descobrirem, até que não sabem fazer sexo.   Não sabem andar – precisam consultar um personal postura.   Não sabem se vestir e acabam concluindo que o casamento – a escolha do cônjuge – e a profissão são alguns dos vilões que provocam a maluquice em que vivemos hoje.

São retratadas figuras como:   especialista do sono – que ensina como dormir; personalstylist – que ensina a se vestir; além da loucura que se tornou o celular na vida das pessoas.   O estresse, a virose, as pesquisas.   Tudo é retratado no show, que se vale também de coreografias, que dão um toque de descontração ao stand-up.

Dramático, lírico, cômico, irreverente e poético.   Nesse espetáculo regido pelo improviso, o público irá se surpreender em todos os momentos.

 

TELEVISÃO: SUAS NOVELAS E PROGRAMAS

  • 2015 – Zorra Total – Vários [3]
  • 2011 – Zorra Total – Pedro
  •         – Chico Xavier – Perácio
  • 2009 a 2011 – Zorra Toral – Pedro
  • 2008 – Zorra Total – Dionísio / Batente / Van Bof / Lourival / Glaucio
  • 2001 a 2007 – Zorra Total – Dionísio / Patrão / Vampirão / Torcedor do time                                  Argentino / Amigo do Epitáfio
  • 2000 – Esplendor – Rajão
  • 1998 – Pecado Capital – Jomar
  •         – Hilda Furacão – Jabuti
  •         – Corpo Dourado – Naldo
  •         – Brida – Henrique
  • 1997 – Sai de Baixo – Bartolomeu
  •         – Mandacaru – Coronel Fenelon
  •         – A Justiceira – Paco
  • 1996 – Caça Talentos – Tony Dark
  •         – A Vida Como Ela É…
  • 1995 – Engraçadinha… Seus Amores e Seus Pecados
  • 1994 – A Viagem – O Estranho
  • 1993 a 1999 – Você Decide
  • 1992 a 1993 – Incrível, Fantástico, Extraordinário
  • 1991 – Salomé – Capivara
  •         – Amazônia – Ezequiel
  • 1990 – Araponga – Bitola
  • 1987 a 1990 – Bronco (Band)
  • 1986 – Anos Dourados – Capitão Serpa
  • 1985 – Um Sonho a Mais – Edgar
  • 1984 – Humor Livre
  • 1983 – Eu Prometo – Jair
  • 1982 – Sítio do Pica-Pau Amarelo – Serapião
  • 1981 – Obrigado Doutor
  •         – Brilhante – Tavares
  • 1980 – O Bem Amado – Boca de Tramela
  •         – Ciranda Cirandinha
  • 1979 – Plantão de Polícia
  • 1978 – Ciranda Cirandinha – Tavito
  • ESCRITOR VALDI ERCOLANI – O DIÁRIO DO INOCÊNCIO

    Perfil: Escritor e cineasta, autor dos livros Inocêncio e a criança divina (vol.1), O despertar do Inocêncio (vol. 2) e Inocêncio e o início da Jornada (vol. 3). Atualmente, se dedica a escrever o quarto volume.

    Caros amigos,

    Apresento-lhes o Diário do Inocêncio. Neste espaço, valendo-se da etiologia, o ramo do conhecimento que estuda as causas ou origem das coisas, o autor registrará fatos, inscreverá opiniões, questionará o absurdo das realidades e indagará condutas. Tudo isso com a esperança de que tal empenho será de alguma valia para o leitor,

    Mas, por que Inocêncio?

    Porque é o nosso lado inocente que faz o que quer e diz o que pensa. É aquela parte do nosso ser que confia em si, confia nas pessoas e tem fé na vida. É o nosso lado otimista, mesmo quando algo aparenta ser impossível.

    Inocêncio acredita que a vida pode ser melhor do que é.

    Sua meta é reencontrar o paraíso perdido que está por trás de todo sonho de justiça social e aperfeiçoamento humano, buscando recuperar nossa fé na possibilidade de vivermos de uma forma harmoniosa e igualitária. Por meio de uma inteligência não contaminada por preconceitos, Inocêncio examina o paradoxo das relações entre os homens e descobre a polaridade do bem e do mal que habita no coração humano. Oscila entre o seu lado inocente, acreditando que a pureza e a honestidade são recompensadas, e o lado órfão, ciente de que a esperteza e a má-fé quase sempre saem vencedoras.

    Mas a personalidade de Inocêncio foi moldada num ambiente familiar amoroso e tranquilo; ali recebeu apoio suficiente para atingir um desenvolvimento saudável do Ego que lhe permitirá distinguir entre o guia e a tentação, saber em quem deve confiar e que existe uma quantidade fora do comum de bom naquilo que há de pior dentro de nós.

    Inocêncio seguirá por um longo e árduo caminho.

    Como fazem os sonhos, ele nos mostrará fatos e situações, verdades e realidades, utilizando-se da história, da mitologia e seus imutáveis padrões de comportamento, ou arquétipos, cuja existência jamais poderá ser posta em dúvida, visto que representam as forças eternas da natureza e os aspectos gerais da condição humana. Este é o caminho que Inocêncio irá trilhar, pondo em cada caso um princípio, aquele que o julgar mais sólido, esperando que a sabedoria o pegue pela mão e o conduza a um porto seguro.

    Visite seu site:  http://www.escritorvaldiercolani.com.br

    ESCRITOR LUIZ AMATO – A CULTURA CONTA

    Perfil – Autor da Série A Grande Aventura – Volumes 1, A Lenda e Volume 2, A Jornada. A saga da criação da vida humana no planeta terra.

    Malalú – O Conto.

    Acabara de completar nove anos. Nos moldes ocidentais estaria em uma escola plena, recebendo a devida instrução e interagindo com outras crianças. Mas no leste do continente africano não era assim. Tinha que ajudar nas tarefas diárias da família.
    Sua ajuda era vital. O amassar do grão do milho, tão bem feito como o de um adulto. Pescava com o pai o bagre barrento, que, salgado, supria a fome sempre presente.
    Como todos no povoado, era alta e magra, nariz redondo e proeminente. Não tinha um padrão belo de acordo com os locais, mas, segundo eles, a vivacidade de seus olhos valia duas vacas e uma cabra. Sexta filha de uma prole de onze, recebera o nome de Malalú (a esperta), no dialeto da tribo.
    Mesmo com todos os afazeres ela ainda se divertia. Estava muito à frente dos irmãos.
    E assim os anos passaram. Faltava um mês para os treze. Tornara-se mulher. Logo um moço da aldeia a cortejaria.
    Mas a grande seca chegou. Primeiro foram as plantações. Depois os animais de trabalho e sustento. Os mais velhos se reuniam, mas não tinham perspectiva e nem para onde ir. Até o bagre barrento sumira. Todavia, nem tudo estava perdido.
    Um acampamento fora montado a poucos quilômetros. Ajuda do governo chegara, porém, alimentos só em troca de favores com o administrador, um negro alto e gordo.
    Sempre que ia com o pai carpir o local em troca de migalhas, observava as mulheres dispostas a trocar favores sexuais por alguns grãos de comida.
    Os dias passavam. A chuva não vinha. A fome começava a matar.
    Naquela noite, vendo os irmãos mais novos chorarem com as mãos na barriga, chamou o pai para fora do casebre.
    A conversa foi séria. Os dois se abraçaram, concordando. Lágrimas eram difíceis, devido à desidratação. Num gesto que só um pai que ama seus filhos sabe, acariciou o rosto de Malalú. Nenhum deles conseguiu dormir,
    Ela levantou cedo. Seus pensamentos estavam claros. Sabia o que tinha de fazer. Era um sacrifício, mas a família vinha em primeiro lugar. Cumpriu suas parcas tarefas.
    Começara o entardecer quando se dirigiu ao acampamento. Demorou bastante, como se precisasse criar coragem para o que viria a seguir. Respirando fundo, entrou na cabana do administrador. Ele estava só.
    A conversa foi rápida. Como um pecuarista que olha um boi reprodutor na hora da compra, examinou-a, lascivo, abrindo um largo sorriso.
    Foi até a despensa, coletando duas canecas de milho, uma de feijão e um naco de carne defumada. Afinal ela nunca tivera relação. Seus olhos brilhavam.
    Caminhou por várias centenas de metros, até uma caverna, local conhecido como o ponto de “abate“ do administrador. Ele era todo prosa.
    Ao chegar lá, fez questão de acender um charuto. Vira isso em um filme ocidental.
    Após algumas baforadas, cuspiu, jogando-o longe. Esses americanos. Sorriu.
    Mostrou a ela um amontoado de palha seca. Malalú deitou-se.
    Sem pensar, deixou o corpanzil cair sobre ela. Sua língua, espessa, dançava em seu rosto. Sentiu a mão dele em suas coxas. Nojo e asco encheram os seus sentidos.
    Com esforço, conseguiu sacar uma fina lâmina, escondida em suas roupas, enfiando-a no olho do frenético “parceiro”. Atingiu-lhe o cérebro. Saindo de baixo dele, limpou o sangue que lhe atingira o rosto.
    Na porta da caverna, soltou dois pios, como o de uma ave de rapina, seguido de um assovio. Seu pai apareceu, semblante preocupado, tranquilizando-se quando notou estar tudo bem.
    Como combinado, pegou uma peça de tecido que levara com ele. Enrolaram o corpo.
    Limparam o local, arrumando-o como se estivesse pronto para um novo “abate”. Aguardaram em silêncio o chegar do anoitecer.
    O resto da noite foi cansativo. Fora muito mais difícil do que pensaram levar o corpo do administrador até o casebre.
    Mas uma certeza eles tinham. Havia muita carne para ser salgada, e escondida. De fome eles não morreriam.
    Afinal ela era Malalú.

    Fim

    Link da página do facebook – https://www.facebook.com/Luiz-Amato-Autor-A-Lenda-557302447710

    ESCRITOR CARLOS ALBERTO CARNEIRO SOUZA – TRIBUTO AOS BAMBAS DO SAMBA

     

     

     

     

     

     

     

    Perfil: Professor, Fisioterapeuta, Acupunturista, Coach, Escritor e Autor.
    Membro Correspondente da Academia de Letras e Arte de Goiás Velho.
    ARTILHEIRO DA CULTURA do Centro Literário do Museu do Forte de Copacabana.
    Associado da LITERARTE (Associação Internacional de Escritores e Artistas Plásticos).
    Autor dos livro – Poesia aos Meus – Poesia aos Meus e aos Outros – Tributo aos Bambas do Samba / Uma Homenagem de Palavra -* Tributo aos Bambas do Samba / Uma Homenagem de Palavra – Tributo ao Samba II / Poesia de Bamba em e-book, no momento em breve o lançamento do livro físico.
    Salve Malandragem! “Bezerra” é do tempo em que o samba era roubado, vendido e comprado, na maior naturalidade. Uma prática que ocorria principalmente no Centro do Rio, mais diretamente na Praça Tiradentes e na Lapa.
    Este é malandro de arte…
    Poesia extraída do livro “Tributo aos Bambas do Samba uma homenagem de palavra”.
    Tributo a Bezerra da Silva
    Ele vestiu o branco terno
    E a cartola da inteligência
    O “Bom Juiz” lhe deu clemência
    E o “malandro” incorporou
    Sem essa de “Bicho Feroz”!
    “Malandragem” é paciência…
    Como essência se fez notar
    Como navalha, seu talento.
    Os caminhos abriu
    Ninguém ousou lhe derrubar
    “Bezerra” cantou, gingou, dormiu
    Da vida
    Aprendeu, apanhou
    Sua vida sucumbiu
    Caiu, levantou
    E o povo todo aplaudiu
    Esse “malandro” de valor
    Que desse mundo partiu…
    O POETA GENTILEZA
    É preciso amar o samba para laurear os sambistas.
    É preciso sensibilidade para elaborar poesias.
    É preciso ser escritor para registrar esse amor.
    Conheça mais sobre o Escritor
    https://www.facebook.com/Carlos-Alberto-C-Souza-1598384647084806/?fref=ts
    https://plus.google.com/u/0/collection/sHn_BE
    Mais informações – [email protected]