Começa retirada de combustível do reator 3 da usina de Fukushima


Operadora prevê terminar a retirada das 566 barras de combustível da unidade 3 até março de 2021. Funcionário da Tokyo Electric Power Co. explica operação no reator 3 da usina Daiichie, em Fukushima, nesta segunda-feira (15) Kyodo/ Reuters A operadora da usina nuclear de Fukushima, no Japão, começou nesta segunda-feira (15) a retirar combustível armazenado em um dos três reatores acidentados da unidade, o que representa um novo passo para sua desativação. A operação no reator 3 é feita por equipamentos. Essa é a primeira vez que se retira combustível nuclear de um dos reatores gravemente danificados pelo terremoto e tsunami de 11 de março de 2011, informou a proprietária da unidade, a Tokyo Electric Power Company (Tepco). Os reatores 1, 2 e 3 sofreram fusões parciais dos seus núcleos após ficarem sem energia elétrica por causa do desastre. Esta fase dos trabalhos de desmantelamento sofreu um atraso de mais de quatro anos desde a data inicialmente prevista pela Tepco, devido às falhas sofridas pelos dispositivos eletrônicos e robóticos usados na operação. Esse equipamentos são expostos a níveis de radiação extrema que seriam fatais para trabalhadores humanos. Em particular, a Tepco prevê retirar nesta segunda sete das 566 barras de dióxido de urânio e MOX (uma mistura de urânio e óxido de plutônio) gastas ou não usadas armazenadas em piscinas de refrigeração dentro do prédio da unidade 3, e transferi-las para outras piscinas situadas nas instalações da central de Fukushima Daiichi, que fica 220 km ao nordeste de Tóquio. Usina nuclear de Fukushima Daiichi, em imagem de arquivo Reuters A operadora prevê completar a retirada das barras de combustível da unidade 3 até março de 2021, enquanto nas outras duas unidades danificadas faltam mais mil barras que a Tepco planeja retirar a partir de 2023. Além destas barras, foi detectada a presença de restos fundidos de combustível atômico no fundo do compartimento de contenção dos reatores 1, 2 e 3, segundo mostraram as imagens captadas por vários aparatos remotos introduzidos pela Tepco. Estes resíduos altamente radioativos são fruto da fusão parcial das unidades durante a catástrofe nuclear de 2011, e apresentam dificuldades técnicas para sua retirada muitos maiores que as barras de combustível. A Tepco já completou a retirada de combustível armazenado no reator 4 da central, onde os danos foram menores que nas outras unidades.
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