Justiça penhora cinco troféus da Portuguesa por dívida trabalhista

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A 8ª Vara da Justiça do Trabalho de SP aprendeu em penhora nesta segunda (25) cinco troféus da Portuguesa em razão de uma dívida trabalhista de R$ 105 mil entre o clube e o jogador Francisco Teocharis Papaiordanou Filho.

Dentre as taças aprendidas, a de maior relevância futebolística é a da Série B do Campeonato Brasileiro de 2011, símbolo do último momento de alegria dos torcedores da equipe do Canindé, que sofrem com rebaixamentos nos últimos anos. Na ocasião, o time, sob o comando do técnico Jorginho Cantinflas, recebeu o apelido de "Barcelusa" pelo bom futebol apresentado.

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Conhecido no meio do futebol como Fran, o meia de 26 anos passou pela Portuguesa entre junho de 2014 e fevereiro de 2015 e fez apenas uma partida, segundo o clube, em decorrência de uma lesão. O presidente da agremiação na época era Ilídio Lico, que renunciou ao cargo em março do mesmo ano do término do contrato com o atleta.

Procurada pela reportagem, a advogada Tatiana Morgado, responsável pelo departamento jurídico da Lusa, confirmou a ação judicial e afirmou que o clube irá pedir a restituição das taças.

"Não há valor econômico, mas sentimental para clube e torcida, e por este motivo entendemos por descabida a decisão. Vamos tomar as medidas cabíveis para proteger e reaver a memória portuguesa", disse.

A Portuguesa possui dívidas que ultrapassam R$ 300 milhões e paga acordo trabalhista a cinco ex-atletas para evitar que o estádio do Canindé seja levado a leilão. O time é o último colocado da Série A2, segunda divisão do Campeonato Paulista.

A tradicional equipe paulistana esteve pela última vez na elite do futebol brasileiro em 2013, quando foi rebaixada à Série B pelo STJD após escalar o jogador Hérverton de maneira irregular. Desde então, acumulou rebaixamentos, até chegar à Série D, em 2017.

Na atual temporada, assim como foi na passada, a Lusa não disputará nenhuma das divisões nacionais.

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