Coreia do Norte pode ter feito mais bombas nucleares, mas ameaça diminuiu, diz estudo


Conclusão é de um estudo do Centro para a Segurança e a Cooperação Internacional da Universidade Stanford. Imagem de arquivo mostra míssil lançado pela Coreia do Norte Korea News Service A Coreia do Norte continuou a produzir combustível para bombas durante as conversas de desnuclearização com os Estados Unidos e pode ter produzido o suficiente em 2018 para acrescentar até sete armas nucleares ao seu arsenal. Porém, considerando a interrupção de testes nucleares e de mísseis do país em 2017, o programa de armas da Coreia do Norte provavelmente representa uma ameaça menor do que no final daquele ano. A conclusão é de um estudo do Centro para a Segurança e a Cooperação Internacional da Universidade Stanford que foi divulgado poucas semanas antes de uma segunda cúpula em planejamento entre o líder norte-coreano e o presidente dos EUA, Donald Trump. No primeiro encontro, o líder Kim Jong-un se comprometeu a desmontar o seu programa nuclear. O líder norte-coreano Kim Jong-un e o presidente americano Donald Trump posam para foto durante encontro em Singapura, em 12 de junho de 2018 Saul Loeb/AFP Siegfried Hecker, ex-diretor do laboratório de armas de Los Alamos e um dos autores do relatório, disse à Reuters que análises de imagens de satélite mostraram que a produção norte-coreana de combustível para bombas continuou em 2018. Ele disse que o combustível gasto na operação do reator de 5 megawatts de sua principal usina nuclear de Yongbyon entre 2016 e 2018 parece ter sido reprocessado no início de maio, e teria produzido entre 5 e 8 kg de plutônio para armas. Isso, somado à produção de talvez 150 kg de urânio altamente enriquecido, pode ter possibilitado a Pyongyang acrescentar entre cinco e sete armas ao seu arsenal, disse o relatório de Stanford. A equipe de Hecker estimou em 30 a quantidade de armas da Coreia do Norte em 2017, elevando para 37 o possível total atual. A inteligência dos EUA não sabe ao certo quantas ogivas nucleares mais o regime possui. No ano passado a Agência de Defesa de Inteligência estimou cerca de 50 ogivas, e analistas acreditam em uma cifra entre 20 e 60. O relatório de Stanford disse que, embora a Coreia do Norte provavelmente tenha continuado a trabalhar na miniaturização de ogivas e nos meios para suportarem o transporte em mísseis balísticos intercontinentais, a suspensão dos testes limitou muito sua capacidade de fazer tais aprimoramentos. "Eles continuaram o maquinário para fazer plutônio e urânio altamente enriquecido. Mas isso também depende da conversão em armas – o projeto, a construção e o teste, e depois a montagem. Quando eles pararam com os testes de mísseis, estas coisas recuaram. Então, quando olho o espectro total, para mim a Coreia do Norte está menos perigosa hoje do que no final de 2017", explicou Hecker.
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