‘Coletes amarelos’ tomam as ruas da França no 13° sábado seguido de protestos; Paris tem ferido grave


Manifestante perdeu a mão em um incidente durante o protesto na capital francesa. Movimento pede melhoria do poder aquisitivo da população e reformas para construir instituições mais representativas. Policiais lançam bombas de gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes em Paris, neste sábado (9) Zakaria Abdelkafi / AFP Os "coletes amarelos" retomaram em toda França os protestos contra o governo de Emmanuel Macron neste sábado (9). Esta é a 13ª manifestação desde o início do movimento, agora enfraquecido depois de três meses nas ruas. Um manifestante perdeu a mão durante confronto em Paris, segundo a imprensa. Na capital francesa, os "coletes" se reuniram pela manhã em torno do Arco do Triunfo. Centenas de pessoas seguiriam em caminhada até a Torre Eiffel. Houve um confronto com as forças de segurança perto da Assembleia Nacional e um manifestante perdeu a mão a ao tentar segurar uma bomba de gás lacrimogêneo com a intenção de jogar contra os policiais, segundo a emissora BFM TV. Ele também ficou ferido no rosto e foi levado pelos bombeiros para um hospital. No restante da França, havia manifestações previstas em Lille, Nantes, Rennes, Brest, Bordeaux e Toulouse, palco de confrontos nas últimas semanas. Coletes amarelos passam por barricada em Paris, durante protesto em Paris, neste sábado (9) Zakaria Abdelkafi / AFP Reivindicações A mobilização dos "coletes amarelos" começou em protesto contra um imposto sobre o combustível para desestimular a utilização de transporte individual. Embora o governo tenha voltado atrás na cobrança, a pauta de reivindicações se ampliou motivada pela queda no poder aquisitivo, a pressão fiscal e pela busca por reformas para construir instituições mais representativas. O movimento tem representantes de várias correntes políticas que vão desde simpatizantes de a extrema esquerda até a extrema direita. Movimento dos "coletes amarelos" faz protesto em Paris no 13º sábado seguido de manifestações Gonzalo Fuentes/Reuters Perde força Pesquisa do "YouGov", publicada na quinta-feira, indicou dois em cada três franceses (64%) apoiam o movimento, segundo a France Presse. Porém, nos últimos dois sábados, a mobilização foi menor. Segundo o Ministério francês do Interior, 58.600 pessoas se reuniram em 2 de fevereiro. O movimento rejeita esse número e fala em 116.000 manifestantes. Na primeira manifestação, em 17 de novembro, 287.710 pessoas participaram. Manifestantes se reúnem no Arco do Triunfo, em Paris, no 13º sábado de protestos dos "coletes amarelos". Gonzalo Fuentes/Reuters Conflito diplomático O movimento está provocando um importante conflito diplomático entre França e Itália, depois que Luigi Di Magio, líder do Movimento 5 Estrelas e número 2 do governo italiano, ter se reunido com Christophe Chalençon, um dos líderes dos "coletes amarelos". Na quinta (7), o governo francês convocou seu embaixador na Itália depois do que chamou de "ataques infundados e sem precedentes" de líderes políticos italianos nos últimos meses, e exortou a Itália a retomar uma postura mais amistosa com relação à França.
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