Ponte Morandi, que desabou parcialmente em Gênova, começa a ser desmantelada


Queda de trecho da ponte deixou 43 mortos em agosto do ano passado. Novo viaduto será construído no local. Guindaste e dezenas de operários trabalham nesta sexta-feira (8) na ponte Morandi, em Gênova, para remover bloco do local Luca Zennaro/ANSA via AP Começou nesta sexta-feira (8) em Gênova, na Itália, uma complexa operação de demolição da ponte Morandi, que em agosto do ano passado desabou parcialmente, matando 43 pessoas. Um novo viaduto será construído no local para começar a operar no início de 2020. Em uma área densamente habitada de Gênova, a ponte teve retirado um bloco de 36 metros de comprimento por 18 de largura e de mais de 800 toneladas. Desde que ocorreu a tragédia em 14 de agosto, já foram removidas cerca de 3 mil toneladas de material e destroços. Dezenas de operários e especialistas, equipamentos pesados e um enorme guindaste participaram dos trabalhos nesta sexta. O início de seu desmantelamento é um momento simbólico e muito aguardado pelos genoveses. Pelo viaduto, passa a rodovia A10, que liga cidades no Norte da Itália ao Sul da França. "Este é um dia muito importante, representa o primeiro passo de um caminho que esperamos seja o mais curto possível", anunciou o primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte. Obra-prima investigada A ponte Morandi, batizada em homenagem ao arquiteto que a projetou na década de 1960, foi por muito tempo considerada uma obra-prima, embora tenha levantado críticas pelos problemas estruturais que apresentava. No dia do acidente, veículos e passageiros, incluindo vários turistas estrangeiros e quatro crianças, foram arrastados. Imagem de agosto de 2018 mostra bombeiros e equipes de resgate trabalhando um dia depois do colapso da ponte Morandi, em Gênova, na Itália Stefano Rellandini/ Reuters Após a tragédia, o governo italiano culpou imediatamente a concessionária Autostrade per l'Italia, a empresa responsável pela gestão e manutenção do viaduto. Dezenas de pessoas, entre elas vários diretores da Autostrade per l'Italia, são investigados pelo Ministério Público de Gênova, que tenta esclarecer as razões do acidente. Para os investigadores, a ponte desabou em boa parte devido à corrosão dos cabos de aço, que não puderam ser vistos por estarem cobertos por concreto. Nova ponte Um consórcio formado pelas empresas italianas Salini Impregilo, Fincantieri e Italferr ficará a cargo da reconstrução da ponte, cujo projeto foi elaborado pelo arquiteto Renzo Piano. O projeto de Piano contempla uma ponte com uma cobertura de aço de 1.100 metros de extensão, com 19 pilares elípticos separados por uma distância de 50 metros. O próprio arquiteto será o supervisor técnico da reconstrução. A nova ponte custará 202 milhões de euros e está previsto que as obras terminem no fim deste ano, mas a estrutura só estará operacional no início de 2020, segundo afirmou nesta sexta-feira o ministro dos Transportes italiano, Danilo Toninelli. Em Roma, o Ministério da Economia aprovou o gasto de 60 milhões de euros para sua reconstrução.
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