Nicolás Maduro chama ajuda humanitária à Venezuela de ‘show’ dos Estados Unidos


Caminhões com medicamentos e comida estão retidos na fronteira da Colômbia com a Venezuela. Apagões interromperam coletiva de imprensa. Maduro anunciou reforços na Forças Armadas Reuters Nicolás Maduro chamou de "show" a ajuda humanitária enviada pelos Estados Unidos à Venezuela. "Não vamos ser mendigos de ninguém", disse o chavista em entrevista coletiva nesta sexta-feira (8). Os carregamentos de comida e remédios enviados pelo governo dos EUA chegaram na quinta-feira à fronteira da Colômbia com a Venezuela. No entanto, três caminhões bloqueiam as pontes que conectam os dois países sul-americanos – bloqueio liderado por apoiadores do regime chavista. Caminhão com ajuda humanitária chega sob escolta à fronteira da Colômbia com a Venezuela Luisa Gonzalez/Reuters Foto mostra bloqueio da ponte Tienditas entre Cúcuta (Colômbia) e Ureña (Venezuela) na terça-feira (5) Colombian Migration Office / AFP Maduro afirmou que a ajuda humanitária "deveria ser distribuída entre a população pobre da Colômbia". Ele ainda comparou a ajuda humanitária com ações militares norte-americanas no Oriente Médio. "Quantos presentes chegaram em forma de bomba na Síria e no Iraque?", questionou. Maduro critica 'cúpulas' Presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, participa de um encontro em apoio ao seu governo em Caracas, Venezuela, na quinta-feira (7) Carlos Barria/ Reuters O líder do regime chavista disse estar aberto a conversar com outros países, mas criticou o que chama de "diálogo de cúpulas". "O país pertence aos venezuelanos e venezuelanas", afirmou. Líder da oposição venezuelana e autoproclamado presidente interino, Juan Guaidó, dirige sessão na Assembleia Nacional na terça-feira (5) Juan Barreto / AFP A maioria dos países das Américas e da Europa não reconhecem Maduro como presidente da Venezuela, e, sim, Juan Guaidó – líder da Assembleia Nacional que prestou juramento como presidente venezuelano interino em janeiro. A União Europeia, inclusive, lidera um grupo de contato internacional que tenta convencer o regime venezuelano a organizar novas eleições. Entretanto, o governo brasileiro, um dos primeiros a reconhecer Guaidó como presidente, acredita que essa cúpula não terá sucesso. Apagão interrompe entrevista Uma série de falhas elétricas no Palácio Miraflores, em Caracas, interrompeu a coletiva de imprensa de Maduro nesta sexta-feira. A rede de TV oficial do regime cortou a transmissão quando o salão ficou às escuras. Não é a primeira vez, segundo a agência EFE, que apagões do tipo interrompem eventos oficiais. O governo de Maduro acusa os oposicionistas de "sabotarem" o sistema, que está nas mãos do estado, para afetar a imagem do governo. A maioria opositora do Parlamento venezuelano, por sua vez, culpa o governo Maduro pelos apagões, principalmente perto da fronteira com a Colômbia. Segundo a imprensa local, dois pacientes de um hospital em Caracas morreram após um apagão causar falhas em equipamentos médicos vitais na unidade.
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