Suzane Richthofen faz teste psicológico antes de decisão sobre soltura


Detenta pede regime aberto, para cumprir restante da pena em liberdade, desde junho do ano passado. Justiça nomeou psicóloga que esteve no presídio nesta quinta (3) para aplicar exame. Hora1_richthofen reprodução Suzane von Richthofen, presa em Tremembé (SP), fez nesta quinta-feira (3) o teste de Rorschach, popularmente conhecido como "teste do borrão de tinta". O exame, cujo resultado deve sair nos próximos dias, vai auxiliar a Justiça na decisão sobre o pedido da defesa para que Suzane cumpra o restante da pena em liberdade. Conforme apurou o G1, uma psicóloga designada pelo judiciário e credenciada aos quadros de prestadores de serviço do Tribunal de Justiça de São Paulo esteve na penitenciária 2, onde Suzane é interna, para aplicar o teste, que leva cerca de duas horas. O exame consegue captar elementos e traços da personalidade profundos dos pacientes analisados e serve para identificar, por exemplo, se Suzane corre o risco de cometer crimes novamente e se está apta ao convívio em sociedade. O teste é ainda um complemento ao exame criminológico tradicional, que Suzane já foi submetida e teve parecer favorável. Aos submetidos ao exame são apresentadas pranchas com manchas de tinta e o psicólogo pede para o paciente analisar o que percebe nestes 'borrões' e, na psicologia, as respostas mostram seus traços de personalidade e como a pessoa enxerga as pessoas e o ambiente ao redor. A aplicação do teste à detenta acompanha um pedido do Ministério Público de Taubaté. Inicialmente, a Justiça tinha descartado aplicar o exame. Um relatório sobre os resultados apresentados por Suzane deve ser entregue à Vara de Execuções Criminais de Taubaté (VEC), onde tramita o processo da detenta em segredo de justiça. O documento deve embasar a decisão da juíza Wânia Regina Gonçalves sobre o pedido de Suzane para ir ao regime aberto. Desfavorável O mesmo exame, foi aplicado a Suzane em 2014, e nele foram apontadas características como "egocentrismo elevado, conduta infantilizada, possibilidade de descontrole emocional, personalidade narcisista e manipuladora, agressividade camuflada e onipotência". Resultados diferentes podem ser apresentados desta vez. Na época, a constatação desfavorável não impediu Suzane de obter progressão do regime fechado para o semiaberto. MP e Defensoria O Ministério Público foi procurado, mas não comentou o caso, por se tratar de processo em segredo de Justiça. O G1 procurou também a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) e a Defensoria Pública, responsável pela defesa da detenta, para comentarem o assunto e aguardava resposta até a publicação desta reportagem. Regime aberto Presa há mais de 15 anos em Tremembé, Suzane teria direito ao regime aberto por trabalhar dentro da unidade, ter comportamento considerado bom e por ter cumprido o lapso temporal necessário para pleiter o benefício. Para isso, ela depende do aval da Justiça. Os irmãos Cravinhos, comparsas de Suzane no crime, foram autorizados a cumprir a pena no regime aberto. Cristian Cravinhos saiu da prisão em agosto de 2017 e Daniel, ex-namorado de Suzane,neste ano. Cristian voltou a ser preso no mês passado após ser denunciado por agredir uma mulher e, ao ser abordado por policiais, ter oferecido suborno. Quando fez o teste de Rorschach, o resultado apontou que Cristian apresentava consciência crítica sobre o ato que cometeu, refletindo consequências sobre as perdas causadas pelo crime. "Tem feito movimento intenso de resgate de valores éticos e morais, que sempre fizeram parte de seu cotidiano familiar", dizia trecho do relatório. O exame de Daniel também apresentou resultados favoráveis.
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