São José do Rio Pardo é o município menos violento de SP, diz estudo inédito de ONG


Mococa está em segundo lugar, de acordo com o levantamento baseado nos comunicados de crime à Secretaria de Segurança Pública (SSP). São José do Rio Pardo Reprodução EPTV São José do Rio Pardo (SP) é o município com menos risco de ocorrência de crimes violentos no Estado de São Paulo, segundo estudo inédito do Instituto Sou da Paz, que analisou casos de homicídio, estupro e crime patrimonial e criou o Índice de Exposição a Crimes Violentos (IECV). Entre os 138 municípios paulistas com mais de 50 mil habitantes do estado, São José do Rio Pardo foi o município melhor colocado no IECV, com índice de 8,3, e Lorena, o pior, com índice de 54,4. Com população estimada de 54 mil habitantes em 2017, Rio Pardo foi o melhor colocado no IECV por não ter registrado ocorrência de homicídio, latrocínio ou roubo de carga no ano e ter baixas taxas de ocorrências em outros crimes violentos. Delegacia de São José do Rio Pardo Gazeta do Rio Pardo Durante 2017, o município teve duas tentativas de homicídio, uma lesão corporal seguida de morte, 12 casos de estupro, 53 roubos e 9 roubos de veículos, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP). Os baixos índices de criminalidade permaneceram no primeiro trimestre de 2018. De janeiro a março, foram registrados uma tentativa de homicídio, três estupros e dez roubos. Não houve casos de homicídio, latrocínio, roubo de carga ou de veículos. Mococa é vice-líder Logo abaixo, na vice-liderança do ranking, São José do Rio Pardo tem a companhia do município vizinho de Mococa (SP), que teve índice 8,6. Com população estimada em 69 mil habitantes, em 2017, registrou apenas um homicídio, 13 estupros e 96 roubos, sendo 46 deles de veículos e dois de cargas. Não houve casos de latrocínio. No primeiro trimestre deste ano, foram registrados sete estupros, 17 roubos, sendo dois de veículos e um de carga, e não houve casos de homicídio e latrocínio. Ranking das 10 cidades menos violentas de SP De acordo com o delegado seccional Carlos Alberto de Braga Fiuza, responsável por São José do Rio Pardo e Mococa, a rapidez na resolução dos casos contribui para os baixos índices de criminalidade. "Qualquer situação de homicídio, latrocínio ou roubo nós vamos para cima, investigamos e prendemos as pessoas de forma muito efetiva, isso cria um efeito positivo de sensação de segurança", afirmou. Ele disse que, mesmo com populações pequenas, os municípios têm uma violência latente para o seu tamanho, mas são crimes de pequeno grau de violência. "Tem furto, tem roubo, tem estelionato, mas a gente trabalha para que não tenha crimes graves. Nossa missão é rapidamente esclarecer os crimes e prender os autores, é o que a gente tem feito. É um efeito pós-crime, mas que para o criminoso tem um efeito grande, a população criminosa percebe que não pode agir na região", afirmou. Delegado seccional de Casa Branca, Carlos Alberto Fiuza Eder Ribeiro/ EPTV Ação conjunta São José do Rio Pardo e Mococa pertencem à 3ª companhia do 24º Batalhão da Polícia Militar sob responsabilidade do capitão Carlos Roberto Negrini. Segundo o sargento Gilmar Donizeti da Cruz, a PM realiza faz um trabalho integrado com a Polícia Civil que resulta em uma ação preventiva com o comprometimento de todos os policiais. Outro fator importante é o programa Vizinhança Solidária, com a participação da comunidade em ações de medidas de segurança. “Isso resulta em maior confiança por parte da população trazendo informações estratégicas que orientam e direcionam o trabalho da polícia não só na prevenção, mas também na repressão imediata de delitos”, disse o sargento. A troca de informações com órgãos públicos como Conselho de Segurança, Poder Judiciário, Ministério Público, além da Guarda Civil Municipal (GCM) e o Conselho Tutelar, também são fundamentais para dar mais agilidade às ações de combate ao crime, ressaltou o sargento. Sargento Gilmar Donizeti (à esq.) e capitão Carlos Roberto Negrini (à dir.) Silvio José/Agora Rio Pardo Narcotráfico Para o professor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e especialista em segurança pública Fernando Moreira, a origem dos crimes violentos está no narcotráfico e esse fatos igualam cidades pequenas e grandes. "A impressão de que uma cidade é mais segura só por ser pequena é falsa, 95% de todos os crimes estão direta ou indiretamente ligados o narcotráfico e cidades pequenas também têm narcotráfico, não existe um município no Brasil que não tenha tráfico de entorpencentes", afirmou. Segundo Moreira, o que influencia no aumento da criminalidade de uma cidade ou região é a impunidade. "Tamanho não é documento. Não concordo que São Paulo seja mais violento. O Norte e o Nordeste do país são mais violentos. Em números absolutos, o Brasil é espantoso: 70 mil homicídios por ano é vergonhoso. Mas quantos desses homicidas estão presos? E dos presos, quantos condenados? Quase ninguém", afirmou. Outros destaques na região A análise do Instituto Sou da Paz apontou também as cidades que apresentaram alterações significativas de nos seus IECV, ao longo dos últimos quatro anos. Porto Ferreira está entre os dez municípios que mais diminuiriam o risco de exposição ao crime, reduzindo O IECV pela metade entre 2016 e 2017, de 24,2 para 12,1, respectivamente. Em relação a 2014, quando foi iniciado o levantamento, a queda foi de 43,5%. Em contrapartida, Araras está entre os dez municípios que mais tiveram aumento do risco de crimes no estado. Embora de 2016 para 2017 tenha ocorrido uma queda de 19,1 para 13,7 respectivamente (-28,27%), entre 2014 e 2017, o aumento do índice foi de 73,1%, (de 7,9 para 13,7). Ranking da região Entre os municípios da região com mais de 50 mil habitantes que participaram do levantamento, Rio Claro é o mais violento. Veja a posição das cidades da região: Ranking do Índice de Exposição a Crimes Violentos na região Veja mais notícias da região no G1 São Carlos e Araraquara.
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